Todos estão a meu redor e eu vejo-os...mas não os sinto.

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

  

 

 

Na eventualidade de conseguir que o marido fizesse amor com ela nessa noite de semana vestiu a sua lingerie mais sexy, vermelho sangue, até a depilação fez como ele gosta. Apesar da irritação na pele ela colocou muita nivea para acalmar. A pele. Ela estava nervosissima...parecia a sua primeira vez. Acendeu uma vela porque ele odeia incenso. Entretanto a vela acabou e deixou aquele cheiro nauseabundo de Igreja. Pensou para consigo: " Que tolice, este romantismo todo inventado por não sei quem...o meu ponto G principal é o meu cérebro...e com esta dor de cabeça por causa da merda da vela não há cérebro que resista...até o comprimido fazer efeito ou ele já se veio e eu nem por isso ou então já adormeci por estar tanto tempo à espera qe ele largue o computador e facebook...que se foda o romantismo mais à vela..." e foi dormir depois de tomar um dafalgan codeína.

publicado por marisa.moreno às 04:26
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Eles casaram e prometeram um ao outro viver felizes para sempre, mas depois a vida acontece, acontecem os filhos, as contas e a falta de comunicação. Sentam-se num bar numa saída a cheirar a tentativa desesperada para se salvarem enquanto casal, não há palavras e os assuntos que surgem são sempre os mesmos, depois a culpabilização mutua pelo comportamento dos filhos na escola, porque um não está e o outro não pode estar, por tudo e mais alguma coisa e sei lá mais o quê e as contas!! AS CONTAS!!... Ela chora no WC do bar e pensa: " Não queria que fosse assim. As palavras doem como chicotadas que nunca merecemos receber no poste. Não mestre, não fui que roubei esse pão...Serei sempre eu a culpada, se calhar sou. ", palavras surdo-mudas, autistas. Doem mais que chicotadas. O coração bate rápido depois pára uns segundos...volta a trabalhar...parece que vai rebentar...depois...depois fica a dor. Mais nada. Senta-se de novo perto na mesa e diz "Vamos para casa?", ele acena com a cabeça, é-lhe indiferente, não viu a maquiagem esborratada sequer...mais uma noite bem passada na terra dos casais modelo. 

publicado por marisa.moreno às 04:22
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A depressão deve ser a doença de mais dificil diagnóstico e menos compreendida socialmente. Como posso eu ajudar alguém que não fala, não age nem reage? Depois tento perceber entrando na sua cabeça, mesmo assim é dificil entender, esta pessoa está consciente da sua condição, da sua solidão, compreendo isso enquanto leio um pequeno papel amarrotado que diz, " Há dias e dias a passar e eu sem ver ninguém. Ás vezes parece que ouço passos perto da porta do quarto ou alguém a falar perto da minha orelha. Não passa de imaginação. É o que acontece a quem está muito tempo sozinho. A etapa a seguir é odiar todo o ser humano que nos tenta alcançar. Odiarmo-nos a nós próprios. A mim. É impossivel conseguir parar este processo sozinha. Preciso de ajuda.". Fico muda.

publicado por marisa.moreno às 04:16
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

 

 

 

 

 

 

 

Vais perceber.

Vais perceber quando olhando as mnhas lágrimas secarem,

e as palavras se fecharem,

no coração que era so teu.

 

|Todo o meu corpo até aqui viveu

Esperando pelo corpo teu.|

 

Vais perceber,

quando meu olhos não te olharem,

que a vergonha sobre mim se abateu,

porque não consegui que esse corpo teu,

fosse meu.

 

|Todo o meu corpo até aqui viveu,

Esperando pelo corpo teu.|

 

E agora vais perceber,

o quanto te amo ainda,

esperando que me ames de volta.

 

Entretanto meu corpo morreu.

|E todo o meu corpo até aqui viveu.

esperando por esse corpo teu.|

 

 

 

publicado por marisa.moreno às 20:58
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Jogar o Jogo do Mata.

Joga quem quer.

Morre quem não mata.

 

Jogar o Jogo do Mata.

Onde quem mata.

Não morre.

 

 Jogo de uma só regra.

Quem não mata

Morre. 

 

Boneco comandado.

Sorri quando mandam.

Cala sem consentir.

 

Jogo injusto este de morrer.

Porque quem mata não morre.

Mas quem morre não mata.

 

Jogar o jogo do Mata.

Onde só um vive.

E não é o boneco quem joga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por marisa.moreno às 01:52
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