Todos estão a meu redor e eu vejo-os...mas não os sinto.

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

 

 

 

De cada vez que me abraças como quem diz "Vá acalma, estou aqui, está tudo bem..."

Sinto-me a afundar no teu corpo e afastar da tua alma.

Deixo de respirar, sufoco.

E as palavras prendem-se mesmo no fundo de mim.

E sempre que tento deitá-las fora...já nem saiem.

Mas apertam-me no peito.

 

Não quero, não me apetece deitar outra vez.

Sentir o teu calor queima-me.

Que palavras, quais palavras?

São tantas que se atropelam e desistem de aparecer.

 

Dantes amava o teu cheiro e o teu toque.

Agora nem sei explicar...

Amo-te tanto. Como foi isto acontecer?

 

Antes eras o meu anjo caído,

O meu cavaleiro salvador.

Eu dizia "mata".

Tu dizias "esfola".

Agora...já nem sei.

 

Este turbilhão de sentimentos desconexos e contraditórios.

Já nem sei.

Leva-me atrás e com ele.

Nesta espiral descendente.

De um poço do qual serei incapaz de sair.

 

Já não consigo mentir mais. 

Já não consigo disfarçar.

 

Na minha face e no meu rosto estão marcadas as linhas da dor.

No meu corpo o eterno sofrimento.

E as palavras presas.

Abafadas.

Lágrimas engulidas que já nem dos olhos têm força para sair.

Nem querem.

 

Já nem sei.

 

 

 

 

publicado por marisa.moreno às 00:56
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